Administração Pública inclusiva: igualdade de género, juventude e integração da deficiência como base do desenvolvimento humano

Coordenadora: Cecilia María Klappenbach. Assessora na Secretaria de Transformação Cultural do Governo da Cidade de Buenos Aires. Argentina.

A diversidade é uma realidade para todas as administrações públicas. O género, os grupos etários, as diferentes origens culturais, as situações de incapacidade, são apenas algumas das diversas formas em que a diversidade marca as nossas organizações. Nos últimos anos, a maioria das administrações definiu políticas de inclusão, com maior ou menor grau de desenvolvimento e impacto, o que geralmente se relaciona com quotas ou com a percentagem da população diversificada empregada. Acreditamos que as nossas administrações devem desafiar-se ainda mais e propor políticas públicas que, para além da igualdade de oportunidades, promovam o desenvolvimento individual de todos aqueles que constituem estes grupos populacionais específicos, com ênfase no indivíduo: identificando as suas possibilidades e dando resposta às suas necessidades. O fortalecimento destes grupos irá aumentar a qualidade da administração pública, torná-la-á mais inovadora, contribuindo para um desenvolvimento humano integral. O desafio das políticas associadas ao desenvolvimento de uma administração pública inclusiva reside na sua integração com as políticas de emprego públicas e as políticas de gestão da qualidade e da inovação. E, em particular, o desafio das políticas orientadas para os jovens, consiste em reter os jovens talentosos e desenvolver as suas capacidades de liderança no intuito de os preparar para o papel de futuros líderes da administração.

Esta mudança de paradigmas acarreta mudanças nos estilos de liderança, levando-nos a questionar o tipo de líderes de que a administração pública necessita. E de que forma poderemos desenvolver líderes inclusivos que entendam a diversidade como uma mais-valia da organização e não como um problema a ser resolvido. Se analisarmos a inclusão do ponto de vista dos diferentes níveis de resistência (organizacional, por grupos e individual), podemos questionar-nos quanto às ideias preconcebidas inconscientes que estão patentes nos comportamentos de resistência. Propõe-se que os trabalhos apresentados fomentem o debate e a reflexão em torno do impacto real das políticas públicas ou programas internos implementados nos diferentes países, favorecendo o desenvolvimento dos indivíduos de diferentes géneros, das pessoas com incapacidades e dos jovens; e em torno da transformação da organização, com um impacto direto na integração e equidade face a estes grupos.